Por Daniele Buchidid Bertolini
Você certamente deve estar se perguntando o motivo de te escrever depois de um bom tempo sem ao menos uma troca de palavras. A resposta é a mais simples possível, eu gosto de você. Você foi meu amor platônico. E continua sendo o amigo que nunca conseguirei ter.
Jogamos no escuro e tive a esperança que na segunda rodada de dados meus sentimentos murchassem rapidamente. Imaginava que por não te conhecer, em uma simples conversa perceberia que construí personagens em minha cabeça que nunca tomariam forma no mundo real. Não foi o que aconteceu quando resolvi tirá-los do papel.
No dia em que finalmente te abordei, senti vontade de rir sozinha. Mesmo com muitas pessoas ao redor, esqueci que o mundo continuava a existir e ele se resumiu àquela mesa com quatro cadeiras, as quais ocupadas somavam somente duas. Sua disponibilidade no discorrer da conversa fez com que desejasse um final diferente para aquela noite.
Por algum tempo continuei alimentando seu bichinho da vaidade e acabei destruindo o meu. Mas, desde a última que vez que te vi, andando pela rua e passando por mim como se não me conhecesse, tenho usado clichês, como o tempo e a razão que ele carrega, para evitar suas aparições em meus sonhos.
Sei que você continua totalmente indiferente a tudo que escrevo, e sinceramente não gostaria de ser sua inimiga. O que me resta então, é te desejar boa noite, boa vida e boa sorte.
Leia ao som de Sweet Disposition
