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Odeio te adorar

18/11/2011

Por Daniele Buchidid Bertolini

Odeio sua presença. Odeio você nos meus sonhos. Odeio você até em pensamento.

Mas de repente você pega em minha mão e parece querer reconciliação.

Então, odeio seus dedos e seus anéis. Sua orelha e seus olhos pretos.

Continuo andando em direção contrária para te evitar. Mas a vida não pára em apenas um lugar.

Aí eu te vejo e esqueço o que fazer.

Então, percebo que de tanto te odiar não consigo deixar de te amar.

Leia ao som de Junio Barreto (Jardim Imperial)

 

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NY NY

07/11/2011

Brooklyn Bridge! Viajando em pensamento para segurar o início da semana!

Maio 2008


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Naquela rua

09/08/2011

Por Daniele Buchidid Bertolini

Você andava de mãos dadas, eu não sentia mais ciúmes.

Já conseguia pronunciar seu nome com facilidade, mesmo não tendo que falar sobre você.

Seu sobrenome na placa daquela rua não me fazia mudar de direção, só para te sentir mais próximo.

Agora, ele era apenas mais um como sempre foram os Silva Santos.

Continuo achando o som do seu nome lindo, mas não poderia colocá-lo em meu filho.

Você andava de mãos dados, com um menininho lindo.

Leia ao som de Chico Buarque (Ela Faz Cinema)

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A linda Paris

25/07/2011

Para quem gosta de viagens, uma foto para alegrar esta segunda-feira.

Setembro de 2010

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Picadeiro

22/07/2011

Por Daniele Buchidid Bertolini

Estou em um mundo que já havia desistido de habitar. A fantasia que existia na história desapareceu e tudo se tornou incoerentemente real. O que era para ser o início de um final feliz acabou incompleto e mal resolvido.

Talvez meu amor não tenha sido o suficiente para você, e o sentimento em suas palavras possam ter tido a duração da sua empolgação. 

Não quero ser a palhaça que vai te fazer gargalhar. Não existe rancor. Apenas frases desconexas e incômodas aos ouvidos. A verdade. Ao picadeiro não quero mais voltar depois da última apresentação. Encarnei um papel ridículo. Jurei que não seria uma idiota. Mas, você fez com que eu me achasse uma completa.

Escapa-me apenas um riso triste e inconformado. Preferia aquele homem. Nem tão racional.

Você foi minha melhor surpresa e grande decepção. A pessoa pública da Arapanés concluiu que a menina da Ipiranga é uma maluca e um problema. Insiste em dizer que as vidas são diferentes, como se ela não soubesse disso.

Portanto, se preferir manter o discurso de que comprei o bolo, as velinhas, as acendi, cantei parabéns, tudo sozinha, boa sorte. Se escrevi um monte de bobagens, peço desculpas. Nem sempre acertamos a dose de amor em nossas vidas.

Leia ao som de Adele (I’ll Be Waiting)

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Tão longe, tão perto..

21/07/2011

Por Fernanda Buchidid Bertolini

Nada descreveria melhor o momento…

“… tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações! 
                                                             (Eça de Queiroz – O Primo Basílio)

A vida sempre trazendo surpresas, brincando de testar.

Sigo caminhando, ansiosamente, à procura do caminho mais justo para o meu coração.

O que a distância traz, também pode levar. Porém, conto com o vento e as estrelas, esses sim podem me guiar – e quem sabe trazer você de volta!

 

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Correr para você

20/07/2011

Por Daniele Buchidid Bertolini

Tentava buscar em outros rostos suas feições. Em outros gestos, tuas mãos. Queria te encontrar por acidente, queria te ver até mesmo de longe para lembrar a cor do seu cabelo.

O som do carro tocava uma música animada, como sempre gostei de ouvir ao pegar a estrada. Aquela sensação boa de andar sem ter hora para chegar me fazia querer correr para te ver. Mas, não sabia onde procurar e nem queria mais tentar, era perturbador pensar em lugares que poderia te encontrar.

Estou dez anos distantes de você, mas me sinto tão perto para não conseguir te enxergar. Será que se eu correr consigo te alcançar? Ou se eu parar consigo te apagar?

“Eu ainda posso te ouvir dizer”.

Leia ao som de Florence + The Machine (The Chain)

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Uma coisa só

27/01/2011

Por Fernanda Buchidid Bertolini

Estava sentada, esperando a sorte me buscar

Estava esperando, ouvindo a música tocar

Estava chorando, rezando pra um anjo me guardar

Quase desistindo, me rendendo ao sonhar

O samba me levantou, entrei na roda e ginguei

O lance me prendeu, passei os pés na bola e driblei

A poesia me inspirou, fiz um verso e até rimei

Aquele beijo incendiou, ou será que me afoguei?

Tô te esperando, já pedi algo pra tomar

A mesa é pra dois, falta você no seu lugar

Continuo rezando, pra sorte me buscar.

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Carta para você

30/06/2010

Por Daniele Buchidid Bertolini

Esta noite sonhei com você. Acordei com uma sensação estranha. Mas, no decorrer do dia ela passou. Tudo continuou como sempre foi, sem grandes emoções.

Então, eu te vi, do outro lado do corredor, conversando com um rapaz. Não me lembro dele, mas muito bem de você, vestindo uma camiseta branca e jaqueta de couro preta. E tão quase imperceptível, mas fazendo toda a diferença, percebi a argolinha em sua orelha. Discreta, como deveria ser.

Você já sentiu isso?

Já sentiu o coração bater sem saber o porquê?

Deve ser coisa de menina boba como eu, que vive no mundo da lua.

Quem sabe um dia poderemos conversar. Ou melhor, outra noite, nos meus sonhos.

Beijos.

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Para não esquecer

28/06/2010

Por Fernanda Buchidid Bertolini

No canto do criado mudo, um espaço vago. Talvez para um abajur, talvez para um copo d`água. Cabe até um porta-retrato. E quem sabe um sorriso dentro dele?

Celular esperando mensagens de conforto de alguém querido. Brincos recém-usados guardando o cansaço do dia que passou. Overdose de realidade.

Empurramos então a bijuteria e abrimos espaço para um pouco de ouro. Não, não trocamos o brinco de bijuteria por um feito de ouro. Apenas invertemos o conceito de valioso: sempre há espaço para um bom livro em nossas cabeceiras. Ferramenta de inspiração e fuga da realidade. Quando lemos, construímos um império de magia ou mais do que isso: um universo particular e motivador.

Que a Clarice te traga um pouco de paz e surpresas.

Te amo muito mulena!

Um beijo, Fê.

Texto dedicatória do livro “Para não esquecer” (Clarice Lispector) que foi dado no aniversário da minha irmã, Daniele.

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